Leituras em cascata. Semana da Leitura

Esta atividade concretizou-se através da leitura de obras dos alunos do 2º Ciclo para alunos do 1º ciclo e destes para o pré-escolar e vice-versa.

A exploração do fundo documental adquirido motivou os alunos pela novidade das obras e pelo convite à sua divulgação.

A apresentação dos livros requer uma leitura atenta e uma preparação prévia. A motivação dos alunos reside no papel de destaque de quem apresenta os livros e no facto de os leitores mais velhos serem exemplo para os mais novos.

No final da semana fizémos uma exposição de postais escritos e ilustrados partindo das obras apresentadas.

Datas. Semana da Leitura 5 a 9 de março

URL galeria de fotos iCloud (seleção)

https://www.icloud.com/sharedalbum/#B0GGI9HKKDcSCo

Uma tarde de férias

 

Numa tarde cinzenta, os pais dos alunos do Colégio Azul receberam uma carta com esta mensagem:
“Sexta-feira, a escola fecha para obras de fim de semana. 
Trabalhos de pintura e pequenos arranjos.
 Pedimos desculpa pelo incómodo, mas vamos voltar com uma cara nova”.
  Em casa, ao ler o papel que o filho lhe entregara, a mãe não conteve a irritação.

– É sempre de véspera que nos dão a notícia.
 Mas não era verdade.
 A custo, lembrou-se de já ter falado com a professora sobre este assunto.

Fernando Bento Gomes, Uma tarde de férias, in “O Baile dos Brinquedos”, s.p.. Queluz de Baixo: Editora Soregra, 2011.

Responde às seguintes questões:

A Raposa

A Raposa

Aproximemo-nos um pouco de uma raposinha portuguesa: a Dona Espertina. Ela tem a cabeça larga, o focinho alongado e pontiagudo, olhos oblíquos, orelhas levantadas, largas na base e estreitas na ponta. O pêlo é basto e abundante, mas o corpo é magro. Possui patas finas e curtas que lhe possibilitam ser uma excelente saltadora. A cauda é grande e a cor do manto varia, harmonizando-se com o habitat.

Maria Augusta Lopes, A raposa, in “Selvagens e Amigos”, p. 70. Sacavém: Editora Atlântico, 1994.

 

A Lenda de S. Martinho

Martinho era um valente soldado romano que, ao atravessar as frias montanhas dos Alpes de regresso à sua terra, em França, encontrou um velhote a pedir esmola e cheio de frio. Não tinha nada para lhe dar, mas ao ver aquele homem com as roupas rotas pegou na sua espada e cortou ao meio a sua capa grossa, vermelha, que não só o protegia do frio, como era também o orgulho dos soldados romanos que a usavam. Entregou metade da capa ao mendigo e, nesse instante, as nuvens e o mau tempo desapareceram como uma espécie de recompensa pelo seu ato bondoso. Ainda hoje, pela mesma data, o tempo fica mais quente e é conhecido como o verão de São Martinho.

“Lenda de São Martinho”, Extrato do Programa Zig Zag – Mitos e Lendas. Produção Mola para a RTP 2 disponível em: http://ensina.rtp.pt/artigo/sao- martinho-soldado-romano-com-bom-coracao/